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Márgara Cunha Chefe de gabinete de Arouca na Secretaria de Gestão Participativa do Ministério da Saúde (2003). Membro da Executiva Nacional do PPS.
(Brasília - 19.05.2005) Assuntos abordados: participação com Arouca da elaboração do programa de governo de Ciro Gomes na área da saúde (2002); participação decisiva de Arouca na decisão do PPS pela participação no Governo Lula; articulações para a nomeação de Arouca como ministro da Saúde; Secretaria de Gestão Participativa e XII Conferência Nacional de Saúde como elementos da “reforma da reforma sanitária”, e frustração de seus objetivos com a morte de Arouca; problemas de Arouca com Ciro; relações pessoais da entrevistada com Arouca. Fita 1 – Lado A[Guilherme apresenta em linhas gerais o Projeto Memória Sérgio Arouca para Márgara] Márgara: Sou Márgara, sou dirigente nacional do PPS, e conheci o Arouca justamente nesse momento. Eu vivia em São Paulo, era dirigente de São Paulo, então a minha relação com Arouca era mais distante – um pouco de militante que admirava os seus líderes. Eu estava em São Paulo, Arouca e Roberto Freire eram os expoentes nacionais do partido, e sempre foram uma referência muito grande pro conjunto do partido, pro conjunto da sua militância. Então a minha primeira oportunidade com o Arouca foi essa, no partido, nos encontros, nos congressos, nas reuniões, de vez em quando – sempre percebendo que o discurso de Arouca fazia diferença no conjunto da reunião, a sua manifestação demarcava um campo, posições, muitas vezes inclusive fazendo com que as pessoas mudassem as suas opiniões. Justamente pela sua liderança, pelo seu carisma. Conheci Arouca então dessa forma, nesse momento. Eu vim pra Brasília por um convite do Ministério da Saúde, e pude me aproximar ainda mais de Arouca no processo eleitoral de Ciro, na última campanha para presidente, quando o Arouca (pelo partido muito mais que pela própria movimentação política da campanha) fica responsável pela elaboração do programa de governo na área da saúde e da ciência e tecnologia, do Ciro Gomes. [interrupção por problemas técnicos] Então nesse processo de montagem do programa de Ciro... Não só eu como várias pessoas do partido atuavam dentro do Ministério – de forma desorganizada, pela sua liderança própria, pessoal, nunca estivemos dentro do Ministério organizadas como um bloco do PPS, pela reivindicação do próprio partido, mas por méritos pessoais de cada um. Esse conjunto de pessoas começa a se aglutinar em torno desse projeto de construção da política de governo para Ciro, capitaneada por Arouca. Na reforma sanitária, na política sanitária era uma liderança inquestionável e eu acho que deixou um grande vácuo na sua partida. Não vejo hoje um líder à altura dele, que consiga aglutinar os pensamentos, as idéias, as ações como ele fazia. Então naquele momento, o que facilitou um pouco a nossa aproximação foi a minha militância partidária, o fato de eu estar em Brasília e o Arouca no Rio, então eu fazia um pouco a ponte aqui em Brasília, dentro do Ministério, contatando as pessoas, pra que a gente pudesse então tocar esse projeto. Fizemos uma reunião no Rio de Janeiro liderada por Arouca com vários companheiros do Ministério, da Unicamp, que puderam estar presentes pra gente discutir (com o Ciro presente) algumas questões da área da saúde, o que era necessário... Guilherme: Em Santa Teresa? Márgara: Em Santa Teresa, naquela oportunidade. Então a partir dali foi se intensificando nossa proximidade. Nós realizamos logo depois da eleição... Um momento que eu acho importante da liderança de Arouca foi a reunião do Diretório que definiu pela participação no Governo Lula, o Arouca teve uma participação e uma fala importante. Algumas lideranças defendiam no processo mais independência, e o Arouca naquele momento, com toda a sua forma enfática de abraçar as causas, coloca a importância de nós estarmos integrando o governo, fazendo parte efetivamente desse governo que era um governo de esperança, que há tanto tempo se esperava que a esquerda pudesse ter essa oportunidade, e que um partido com toda a responsabilidade, que sempre marcou na forma de agir, de atuar, de forma responsável, sempre colocando os interesses da nação acima dos interesses conjunturais do próprio partido. Então era fundamental que o partido aproveitasse essa oportunidade e fizesse parte do governo – e ele virou literalmente a reunião. A sua fala que teve muito impacto! Estava ele, eu e Lúcia na primeira fila, foi numa sala lá da Câmara dos Deputados, e ele literalmente virou a posição da reunião que naquele momento tendia muito mais para uma posição de independência, de apoio crítico (era a expressão usada). Isso é um pouco pra demonstrar o carisma de uma pessoa que por outro lado é de uma generosidade sem tamanho. Quando você [Guilherme] fala dos três aspectos de Arouca, eu fiquei pensando que eu talvez não tenha muito a dizer do aspecto do seu mandato, eu não tive a oportunidade de compartilhar com ele dessa experiência (como outras pessoas tiveram), foi sempre acompanhando de longe. Agora, é uma pessoa extremamente generosa, uma pessoa que nós podemos dizer que é do bem. E “é” porque eu acho que ele continua existindo. Então ele é assim, foi assim enquanto esteve aqui conosco, e tenho certeza onde ele está, ele continua ampliando, aumentando essa sua carga de generosidade, de fraternidade na forma de lidar com as pessoas. E esse processo de aproximação com ele é até um exemplo disso. Quem era Márgara nesse processo? Eu não sou sanitarista, embora tenha formação na área de saúde, não sou sanitarista. Estava no Ministério da Saúde a convite de um outro partido, inclusive por relações pessoais que eu tinha. E, de repente, no pós-eleição, oriundo desse processo de montagem do programa de Ciro, nós organizamos o encontro nacional de pessoas, de militantes, companheiros e companheiras da área da saúde do PPS. E de pessoas próximas, muitas que se afastaram, foram do Partidão e deixaram no processo de transformação de um para outro acabaram se afastando do partido. Nesse momento, por conta da questão da saúde pública (que era o “partido da saúde pública” que as pessoas costumam brincar), fizemos um grande encontro, também na Câmara, pra discutir exatamente o nosso posicionamento em relação a esse novo momento político que o país atravessava, a importância do governo que acabava de ser eleito, como é que nós poderíamos contribuir na área da saúde, inclusive propostas, encaminhamentos. E nesse meio tempo, já estava também em andamento uma articulação um movimento para a vindo do Arouca para o Ministério em alguma situação. Ele participou do governo de transição que foi criado, o ministro Humberto Costa na época era o responsável pela área social (ainda não era ministro), e o Arouca era uma das pessoas que integravam essa comissão pelo partido, indicação do partido pra compor essa comissão de transição. Eu pude acompanhar algumas reuniões nas quais o Arouca não pôde estar presente e me pediu para que eu o substituísse, para que o partido não ficasse ausente desse espaço. E começaram então as conversas de o que nós poderíamos... Tinha muita especulação naquela época em torno de quem seria o ministro da Saúde, como nós nos comportaríamos. E logo que o Humberto é anunciado como ministro, o convida para fazer parte da sua equipe, em alguma circunstância, em alguma situação, naquele momento ele faria parte da equipe. E nós, por nossa vez então, eu e outros companheiros que sempre estiveram com o Arouca (o Fernando, o próprio deputado Colbert Martins que também é médico, você Guilherme), nós nos reunimos algumas vezes lá no Ministério pra discutir como se daria essa participação do Arouca. No primeiro momento, acho que a intenção do ministro era dar uma assessoria especial para Arouca, mas nós achávamos que não caberia. Uma pessoa que tem todo o perfil, todas as condições (e aqui eu me permito fazer, porque eu não tenho compromisso com ninguém), muito mais gabarito e condições pra ser o ministro da Saúde do que o Humberto Costa, não tenho nenhuma dúvida, nenhuma dúvida! O Humberto foi ministro por um acaso (embora eu não acredite em acasos), uma circunstância, uma contingência da política. Então não caberia a Arouca – por mais que ele seja uma pessoa extremamente humilde. Arouca tinha um desprendimento dessa coisa de cargos, de funções, a missão dele era ser um político da área da saúde, um pesquisador da área da saúde pública. Essa era a missão de Arouca. E pra ser esse pesquisador em alguns momentos ele teve que ser deputado, que ser secretário de Saúde, e alguns outros cargos. Então todo esse conjunto de pessoas que estavam com ele discutindo fomos contra que ele aceitasse simplesmente uma assessoria especial. Decidimos batalhar por uma coisa com um pouco mais de peso, que tivesse uma certa influência maior – e foi aí que Arouca teve uma grande sacada (como grande pensador e formulador que ele era, que ele é) de criar uma Secretaria de Gestão Participativa. Que pudesse estar pensando e repensando toda essa questão da participação popular dentro do sistema de saúde como um todo no país. Quer dizer, nós já tínhamos... em 88 o Arouca já tinha tido aquela grande vitória, desde a VIII Conferência aliás (que ele presidiu), colocando a questão dos conselhos, toda a participação popular, como uma composição dentro do SUS. Mas eu acho que neste momento a intenção de Arouca era qual? Era o repensar disso. É um modelo que eu acho que está meio exaurido, tem uma exaustão na sua formatação, os conselhos acabam sendo instrumentalizados pelos governos locais, pelas disputas partidárias, etc. A criação dessa Secretaria, dentro da concepção de Arouca, seria uma coisa mesmo pra revolucionar esse processo. E a própria antecipação da XII Conferência foi uma proposta dele, levada ao ministro, aceita pelo ministro, e infelizmente pelas circunstâncias nós não pudemos contar com ele na condução de todo esse processo da construção da XII Conferência – o que inegavelmente foi uma perda. Embora as pessoas não sejam insubstituíveis, pelo distanciamento que eu percebo (inclusive porque sempre vi mais de fora esse processo) da liderança de Arouca para o conjunto da militância na área da saúde, era uma proposta que estava na cabeça dele, que ele teve pouco tempo pra conseguir externar isso pra um conjunto maior de pessoas. Porque embora o ministro tenha encampado a proposta, tenha passado pelo Conselho Nacional de Saúde e tudo o mais, isso já veio se dar muito próximo do adoecimento de Arouca. Então a participação dele poderia ter sido mais decisiva, enfática, na formulação das teses, em toda a formatação da conferência, e infelizmente nós não o tivemos. Eu avalio que a conferência se perdeu um pouco, ela se distanciou desse objetivo, acabou sendo apenas mais uma conferência de saúde como tantas outras que aconteceram ao longo desses anos todos. Mas teria tudo pra ser um marco, como foi a VIII, se Arouca tivesse podido liderar esse processo até o fim – eu não tenho nenhuma dúvida disso. E a própria Secretaria! Na própria criação da Secretaria, ele participou da formulação dos conceitos, do perfil, das atribuições da Secretaria – com outras atribuições que ele tinha também, porque naquele momento ele também viajou bastante representando o Ministério por outras delegações que o ministro o incumbiu, outras tarefas. E logo depois o próprio agravamento de seu estado de saúde acabou fazendo com que a própria Secretaria nascesse, mas acabasse se desenvolvendo muito descolada da sua presença. E acho que ela também acabou se perdendo nesse processo, porque aí entra naquele “rame rame” de dentro do Ministério, do que é a briga política por espaço, por cargo, por poder, por quem é que pode e quem é que não pode... E o PPS... É claro que uma Secretaria na Esplanada tem um poder muito grande, ela tem quase um status de ministro – se a pessoa que a ocupa tiver condições para isso. Então uma coisa era essa Secretaria com Arouca, do PPS com a figura de Arouca; outra coisa é com qualquer outro nome, com qualquer outra pessoa que pudesse estar ali à frente desse trabalho. E num processo muito mais delicado porque não era algo consolidado, era algo por consolidar. Era uma idéia que surgiu, que foi concebida, mas não teve tempo pra ser amadurecida, pra ser trabalhada e pra ser consolidada. Guilherme: E também essa disputa de posição do próprio PPS com o governo. Como você falou, foi o próprio Arouca que virou a mesa e ele sai do cenário! Márgara: Eu me perguntei várias vezes durante esse processo de afastamento (porque o nosso partido não compõe mais a base aliada do governo), eu defendi naquele momento com o Arouca a entrada, defendi também a saída agora, e me perguntei e perguntei pra outras pessoas que conviveram mais intensamente do Arouca qual seria a posição dele, se ele aqui estivesse nesse momento? Tão cedo não saberemos, mas qual seria? Ele que naquele momento teve a lucidez, a grandeza de defender essa postura, como ele se comportaria agora diante desse quadro todo que está aí colocado nesse governo, no próprio Ministério... E várias vezes nós conversamos sobre as dificuldades internas que o Ministério sofria e sofre. Estou fora do Ministério hoje, mas acho que as coisas não melhoraram tanto, se não pioraram já está de bom tamanho. Então pra mim pessoalmente essa experiência de ter podido conviver durante esse período com o Arouca. Não foi mais que um ano de uma convivência mais estreita, desde o processo eleitoral, da eleição de Lula, até a sua partida. Com tudo isso, com todas essas limitações, as dificuldades de presença física dele, eu ia ao Rio algumas vezes por mês pra despachar com ele, mas nos falávamos todos os dias pelo telefone. Quer dizer, foi um período também bastante difícil de tentar consolidar um trabalho que ele tinha concebido. Não só ele, claro. Ele sempre teve esse perfil aglutinador de pessoas, de amigos. Numa área que eu acho muito complicada, porque o mundo da política é um mundo que instiga muito a disputa, a competição, nem sempre fraterna e saudável. E Arouca tinha justamente essa habilidade de conseguir aglutinar pessoas, que ele tem uma legião de amigos fiéis, e isso é pro resto da vida de cada um. Isso se refletia muito no seu ambiente de trabalho, não era uma coisa somente da vida privada dele. Era também no seu ambiente de trabalho, pelo que eu pude conhecer, pelos depoimentos de amigos, de assessores que compartilharam de sua vida como parlamentar, e pela própria experiência dentro do processo de formação da Secretaria. E foi rico por isso, quer dizer, eu poder participar. Naquele momento ele me convida pra ser chefe de gabinete dele, quando nós decidimos e o ministro autorizou criar a Secretaria, ele me convida pra ser chefe de gabinete – o que pra mim é uma demonstração de confiança muito grande, porque assim como eu não tinha uma convivência maior com ele, ele também não tinha comigo. Ele me conheceu no partido, pelas posições que eu adotava, e pela pequena proximidade que nós tivemos no processo de campanha de Ciro. Ele me convida pra esse processo, então isso me coloca numa situação de estarmos nos falando todos os dias, poder estar discutindo, poder estar conversando. Vamos montando a sua equipe daquela forma: ele sempre procurando ser agregador, sempre procurando ouvir muito as pessoas. Muitas vezes Arouca se reservava de falar alguma coisa, de fazer comentários de muitas coisas que ele ouvia. Muitas vezes ele ouvia uma coisa aqui e você só ia ficar sabendo disso depois lá na frente, que ele comentava. E uma outra característica dele é a alegria: uma pessoa de um astral muito bom, muito, muito gostosa de trabalhar com ele, sempre sorridente. Por mais dificuldades que tivéssemos, que ele tivesse – e nesse momento ele já tinha o quadro de saúde complicado – mas aceitando o desafio de iniciar um novo projeto, de criar uma Secretaria, de construir uma nova conferência de saúde. Com tudo isso, e com as dificuldades do partido, com todas as discussões, todas as frustrações também do processo eleitoral, da campanha de Ciro, da pouca presença do partido na própria coordenação, inclusive da sua pouca presença, como uma referência nacional. Eu acho que qualquer partido gostaria de ter Arouca como um dos coordenadores de seu programa de governo nessa área de saúde e de ciência e tecnologia, e o Ciro (não vou qualificar) abriu mão disso, acho que não soube valorizar essa pessoa, essa criatura que ele tinha próximo a ele. Talvez não o tenha feito também pelas conjunturas políticas que o envolvem, e eu acho que é isso que faz a diferença das pessoas: Ciro não tem talvez a generosidade e a grandeza que Arouca tinha, então não foi capaz de perceber isso, de superar outras divergências pra trazê-lo mais para perto de si. E perdeu. Acho que Arouca não perdeu nada até ficando mais distante desse processo. Então foi uma experiência gratificante. Não gostaria de falar aqui de outros momentos mais dolorosos, porque acho que esse tem que ser um trabalho positivo, que ressalte o lado positivo, a alegria de Arouca, a sua generosidade, a sua compreensão, a sua forma de ser. Não é endeusar ninguém, porque não existe ninguém perfeito. Mas eu acho que se a gente fosse dividir o mundo entre os bons e os maus, ele estaria do lado dos bons com certeza. Eu pude ver o depoimento anterior [refere-se ao de Fernando Antunes], e é complicada essa coisa! Você fica meio repetitivo. Todas as pessoas que me antecederam aqui na fala devem ter falado desse espírito de Arouca, desse espírito fraterno, do grande companheiro que ele era. São coisas que eu valorizo, são coisas que são muito importantes, e é por isso que foi importante (mais que qualquer outra experiência)... É claro que a experiência de poder participar da montagem de uma secretaria, a negociação que isso demanda, desde o espaço físico (da cadeira que você tem que arrumar, da sala) até os cargos que você tem que compor, as atribuições, o conjunto de pessoas que depois vai ocupar esses cargos - isso tudo é um crescimento, é um aprendizado. Agora, conviver com a pessoa Arouca... Isso é uma coisa da qual eu me ressinto, não ter podido conviver mais com ele, mais tempo, em outras oportunidades. Eu brinco com o Fernando que eu o invejo [risos], porque eu pude presenciar algumas cenas de Arouca com Fernando de uma troca de carinhos, de irmão mesmo, uma coisa de irmão mais velho. Guilherme: Você está falando uma coisa muito interessante, porque embora não seja esse o teu caso, em pouco tempo ele deu uma abertura que certamente caminharia pra isso, não é? Márgara: Talvez, a vida não quis que isso... [risos] Pode ser. Fernando fala que isso talvez acontecesse. Mas talvez a gente tenha oportunidade de dar continuidade a essa caminhada. Eu brinco por conta disso: é bom a gente poder conviver com pessoas assim! Nesse mundo tão difícil, é tão bom a gente poder trabalhar com pessoas que são afetuosas, que te acolhem, que são generosas, que têm esses valores na prática cotidiana – e não só no discurso. Num partido político... a gente fala muito isso: “o nosso partido se diz libertário, humanista, e mais um monte de coisas lá, mas isso é no papel. Na prática, o conjunto da nossa militância está muito distante disso ainda!” É claro que algumas pessoas têm, umas mais, umas menos... Então quando você encontra pessoas que reúnem isso, e com as quais você tem a oportunidade de conviver, é muito gratificante! Pra mim foi um presente trabalhar com Arouca, poder estar ao lado dele, poder compartilhar com ele esses momentos, e até poder compartilhar do momento de sua partida – que foi um momento doloroso pra todo mundo, mas também inevitável pra todos nós... |
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