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Paulo
Marchiori
Buss Médico e militante do movimento sanitário desde os anos 1970, é funcionário da FIOCRUZ desde 1976. Lá conheceu Arouca, e preside a instituição desde 2001.
Discurso de
Paulo Marchiori Buss na inauguração Paulo Buss: Bom dia a todos, Ministro Saraiva, Lúcia Souto (companheira do Arouca), Pedro, meninas, a netinha. Criança tem uma intuição, ela veio logo brincar na perna do avô. Eu vou dizer muito poucas coisas, porque eu já começo a ficar mal aqui [emocionado]... Vai ser uma alegria muito grande para mim (e para todos nós, podem ter certeza) subir essa rampa para chegar ao Castelo e me deparar com o Arouca todas as vezes que subir. Com a estátua do Arouca e com esse pé de jabuticaba que foi plantado aqui e que ele tanto gostava, no dia em que o Sérgio se foi, logo depois da morte dele. Eu não tenho palavras para dizer que o caminho aberto pelo Arouca de uma visão democrática e participativa em 1985, logo com a redemocratização desse país, criou um modelo de gestão que é absolutamente contemporâneo. Vinte anos depois nós encontramos grandes corporações privadas e poucos órgãos públicos fazendo exatamente isso, desenvolvendo o modelo que o Arouca, com a ajuda do Luís Fernando, do Arlindo, de todo um conjunto de pessoas que estava próximo a ele, trouxe como um modelo de gestão aqui para a FIOCRUZ. Uma gestão que deu certo, porque eu olhava nessa semana o número de órgãos públicos em greve, as dificuldades que os órgãos públicos estão passando, as enormes dificuldades que a gente verifica no Estado, no governo hoje, e a FIOCRUZ graças a esse modelo participativo, a um esforço que deu continuidade ao processo que a gente aprendeu aqui com o Arouca, depois continuado por Morel, etc.... Esse modelo mostrou que nós tínhamos no Arouca um visionário, um grande gestor, porque um grande gestor não é aquele que faz as contas certinhas, soma, multiplica, divide. É quem tem uma grande visão de futuro, é quem consegue vislumbrar os caminhos que uma instituição deve trilhar e que saiba mobilizar, saiba carregar todas as pessoas de uma forma apaixonada como o Arouca fazia, para essa senda de líder que o Arouca foi, especialmente naquele momento. Então eu me sinto hoje na Presidência da FIOCRUZ com uma alegria extraordinária de poder homenagear o meu professor, meu amigo Sérgio Arouca e, sobretudo, um exemplo para nós de uma administração íntegra, ética, comprometida com a saúde dos brasileiros, comprometida com os servidores, acreditando que servidor público vale a pena, é importante. São essas mensagens. E mais: a forma afetuosa, carinhosa, acolhedora com a qual o Arouca fazia as coisas aqui na FIOCRUZ, com a qual ele se relacionava com as pessoas. Eu não esqueço a forma com a qual ele tratava todas as pessoas que ele encontrava pelo caminho até chegar aqui. Aquele sorriso maroto que o Sérgio sempre tinha... Eu tenho muito pouca coisa para dizer, além disso, só gostaria de dizer: “Sérgio, vai ser pra mim uma coisa muito feliz eu poder subir pra ocupar a cadeira que você ocupou com tanto brilho, e poder encontrar você nos acenando com esse jeito magnífico que você sempre teve.” Muito obrigado. |
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