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A gestação do sonho: primeiros passos de Sérgio Arouca (1941-1966)
Antônio Sérgio da Silva Arouca nasceu em 20 de agosto de 1941 em Ribeirão Preto (SP), filho de José Pereira Arouca (funcionário da Caixa Econômica Estadual) e Alzira da Silva Arouca (dona de casa). Seus pais, apesar do muitas vezes parco orçamento, ofereceram a Sérgio e a seu irmão mais velho José Carlos da Silva Arouca as melhores condições possíveis para que eles pudessem ter uma boa formação. Deram condições também para que os irmãos levassem os estudos adiante, sempre no ensino público, em boas instituições. Sérgio parece ter tido uma infância tradicional de uma cidade média do interior paulista. Adorava vários esportes e em especial o futebol. Envolveu-se (como muitos garotos da época) em grupos de amigos de bairro. Os diferentes grupos rivalizavam entre eles, e provocavam algumas leves brigas de rua. Na adolescência, há relatos de que Sérgio andava vestido de preto, usando soco inglês e portando um cabo de aço em torno da cintura – talvez numa espécie de “revolta precoce”, ainda “sem causa”. Nesse tempo, era aluno do Instituto de Educação Otoniel Motta, instituição pública de renome em Ribeirão Preto, na qual Sérgio teve oportunidade de viver experiências que marcariam sua trajetória a partir dali. Ali participou com colegas de um Centro de Amigos da Literatura, a partir do qual os participantes, além de ler, se inspiravam a escrever seus versos e textos. Ali, a experiência mais marcante parece ter sido a do “parlamento estudantil”, inspirado por um professor de Latim chamado Lourenço. No “parlamento” os estudantes reuniam-se aos domingos para o debate de problemas nacionais, às vezes com palestrantes convidados. Algumas vezes, organizaram “julgamentos” (nos mesmos moldes de um julgamento de verdade) de personagens históricos – como Calabar e Tiradentes. Sérgio teve constante atuação como “advogado de defesa”, por exemplo, inocentando Calabar: “Era uma maneira de todos os estudantes se envolverem com os fatos históricos porque os advogados de defesa e de acusação iriam ter que procurar todos os dados históricos como qualquer advogado... e a pesquisa leva ao conhecimento... e o interessante não era só isso, era a capacidade que você tinha que ter de convencer os jurados porque era impressionante... o Rubens Ely e o Arouca tinham uma capacidade de convencimento...”[1]Sem dúvida, uma verdadeira “escola” para o futuro militante revolucionário. No “parlamento” inclusive Sérgio teria o primeiro contato com um militante do PCB, um jornalista da cidade que foi debater os problemas sociais derivados das novas relações no campo. Sérgio (com alguns colegas) manteve contato com o jornalista, e acabou se filiando ao PCB em 1956. Outras possíveis influências na decisão de Sérgio foram o irmão José Carlos (segundo muitos uma espécie de “segundo pai” para Sérgio), então já militando no PCB, e o sapateiro e alfaiate Nazareno Mantovani, pai de um colega de infância e velho amigo e vizinho da família Arouca. Com um misto de idéias socialistas e anarquistas, Nazareno era uma “atração” para Sérgio e vários de seus colegas de adolescência, que freqüentavam sempre que podiam sua oficina (às vezes provocando danos propositais em roupas ou em sapatos) em busca de suas histórias e opiniões revolucionárias. Como militante “secundarista” (estudante no ensino secundário), Sérgio participava de todas as atividades comuns a um iniciante no partido: pichava muros, panfletava, atuava no movimento estudantil e participava de passeatas – sendo marcante uma ocorrida em protesto ao ditador cubano Fulgêncio Batista em 1956 (demonstrando bem o internacionalismo do militante comunista), provavelmente a primeira atividade política pública do adolescente Sérgio. Outra atividade que o jovem faria com afinco a partir daí seria a atuação no campo, na organização de sindicatos rurais – atividade mais comum ao contexto do militante em uma cidade como Ribeirão Preto, obviamente. Fora as atividades relatadas, iniciaria-se a partir daí sua longa formação teórica e cultural, exigida de todo militante do partido (e de outras organizações). Leituras como o Manifesto Comunista de Karl Marx e Friedrich Engels ou O Que Fazer de Lênin eram (e continuaram sendo) obrigatórias ao comunista. Assistir ao filme Encouraçado Potenkin de Sergei Eisenstein, também. Mais típicos daquele contexto (final dos anos 1950 e anos 1960) eram movimentos cinematográficos como o realismo italiano, a nouvelle vague francesa e o cinema novo brasileiro (cf. depoimento de Claudinei). Encerrando o período colegial, e provando que sua fama como militante comunista já era notável, Sérgio foi escolhido como orador oficial da turma, o que causou problemas ao jovem (que os enfrentou de frente): “no colégio, quando o Arouca ia ser o orador da turma ele, no terceiro ano colegial e eu, no segundo ano colegial... e o professor Almiro de Veloso Siqueira, que era diretor da escola e que era um carola daqueles assim... papador de hóstia, que era também da direita integralista... e disse o seguinte: se o Arouca fosse escolhido como orador da turma ele não iria entregar o diploma para os alunos do terceiro ano colegial. O Arouca acabou sendo escolhido e o diretor não foi entregar os diplomas da turma... não foi... o Arouca fez um discurso lindo em verso.” [2]Era chegada a hora da escolha profissional. Sem dúvida nesse momento a existência da faculdade de Medicina de Ribeirão Preto influiu na vida do jovem. A família não tinha muitas posses e já mantinha o irmão de Sérgio em São Paulo, cursando a faculdade de Direito do Largo São Francisco. A opção mais fácil para todos foi a escolhida: Sérgio cursaria Medicina na cidade, a partir de 1960. No entanto, provando que Medicina não foi uma escolha óbvia, seus primeiros meses na faculdade foram de angústia. O jovem não se adaptou ao ensino, se desagradou com o convívio com os cadáveres que tinha que dissecar, acreditou que tudo aquilo não tinha nada a ver com sua atividade de militante comunista e se decidiu (depois de matar muitas aulas escondido da família) a abandonar o curso. Logo Sérgio estaria em São Paulo com o irmão, conhecendo o funcionamento da faculdade de Direito. Mais uma decepção: segundo ele, quando a conheceu, logo quis voltar. Continuou como estudante de Medicina, mas não sem dificuldades: foi um aluno apenas mediano nos primeiros anos da faculdade, sem conseguir imaginar como poderia conciliar suas idéias políticas com a atividade médica. Talvez o início do namoro com sua colega Anamaria Tambellini (sua companheira de muitos anos de namoro e casamento) tenha tornado seus dias de faculdade mais agradáveis. Uma atividade (obrigatória para o militante do partido), mas que Sérgio fazia com visível prazer era a militância estudantil, no Centro Acadêmico Rocha Lima. Os comunistas (em aliança com outros militantes de esquerda) conquistaram a direção do CA em 1962 (elegendo Fábio Vick presidente) e mantiveram seu controle com a eleição de Villalobos em 1963. Sérgio se destacou nesse período como orador, característica lembrada recorrentemente pelos seus colegas: “O Arouca tinha uma capacidade de síntese. Ele fazia uma coisa... ele captava a lógica do discurso, a estratégia e mais do que isso, ele pegava a onda afetiva do sujeito, o pró ou o contra. Então quando ele falava carregava isso tudo, isso era uma capacidade que eu nunca vi em outra pessoa. Ele virava uma assembléia inteirinha, impressionante!”[3]Fora a militância estudantil, Sérgio continuou envolvido com as atividades no campo (os problemas rurais em boa parte influenciavam a vida de Ribeirão, e naquele momento de todo o país com questões como a reforma agrária e os direitos do trabalhador rural). Atuou também na UGT, deu aulas de formação para os secundaristas do partido, participou de debates nacionalistas no Centro Nacionalista Olavo Bilac e participou a partir de 1963 na implantação do CPC em Ribeirão Preto, ajudando seu melhor amigo e colega de faculdade e de partido Marco Antônio Barbieri (a atuação do CPC na cidade seria efêmera, sendo logo desarticulado com o golpe de 1964). Tal intensidade de atuação remete a dois fatores: à efervescência do período (que Arouca vivenciou ao máximo, na crença comum de que a revolução estava ao alcance das mãos) e a recorrente necessidade do partido “total” e hierarquizado como o comunista em exigir (mais por sugestão do meio que por imposição pura e simples) o máximo de seu militante, em qualquer época. Sérgio, como um filho do seu tempo e de seu meio, agia como deveria um bom comunista: obrigava os militantes mais jovens às famosas sessões de crítica e autocrítica (“tá certo que de vez em quando a gente errava aí eles [os líderes universitários] chamavam pra fazer a autocrítica pra gente ir aperfeiçoando. Então ele foi uma referência muito grande para nós aqui”[4]); e era fiel a seu partido (“a impressão que eu tenho do Sérgio é que ele era mais ligado à ortodoxia do partido, que ele era mais um soldado fiel. Então nem sempre parece que as coisas entre eu e ele caminhavam em plena harmonia, no básico a gente se entendia, mas talvez nas questões de atuação prática ele tendesse pra um lado e eu tendesse pra outro, por pequenas nuances”[5]). Logo o feitiço se voltaria contra Sérgio, que também teria que prestar sua quota de autocrítica (junto com seu amigo Barbieri): “a gente (...) recebe uma bronca dos velhos comunistas, porque a gente tinha na cabeça que pra ser comunista tinha que ser mau aluno tinha que ser bagunceiro. E aí os velhos comunistas (...) nos puseram numa dissertadinha e disseram ‘pra ser comunista tem que ser o melhor’, então aí nos resolvemos virar bom aluno.”[6] Sérgio passou, em especial e partir de 1964, a se dedicar mais aos estudos e não apenas à militância – mesmo mantendo suas dúvidas acerca das possibilidades de realização pessoal com a Medicina.Mas logo veio o Golpe de 1964, que pegou a todos (e também àqueles militantes de Ribeirão) de surpresa. Como em todo o país, jovens ou experientes militantes progressistas viveram meses de perplexidade, sem acreditar ou imaginar o que passariam a partir dali: o fechamento progressivo do cerco, a proibição mais radical de suas atividades, o cerceamento de suas idéias. Nesse período (especialmente a partir de 1965), se dá na vida de Sérgio Arouca uma síntese que vai determiná-la a partir dali. O jovem, então encerrando a faculdade (concluiria em 1966) começa a encontrar um caminho para unir a Medicina à sua atuação política. O seguinte depoimento é uma pista de como se deu o processo: “Era interessante de ver como ele se preocupava não só em saber os sintomas e os sinais das doenças dos doentes, mas também quais as condições de vida de cada um. Ele sempre escrevia nas anamineses o tipo de casa em que a pessoa morava, qual a comida que a pessoa comia, então ele dizia ‘essa pessoa tem carne uma vez por semana, quando tem’. Ele ficava muito preocupado com isso e ele então dizia ‘nós temos que fazer alguma coisa’.”[7] Sérgio passaria a ter contato na faculdade e através de leituras com propostas orientadas para uma concepção de Medicina Preventiva (mais tarde Social), que dava seus primeiros passos. Tratava-se de uma concepção preocupada com a prevenção e as condições sociais do cidadão, seu entorno, seu bem-estar, mais que com sua medicalização; voltada para a redução da incidência de doenças, reduzindo assim a necessidade da cura. A partir de então, Sérgio não precisaria se preocupar mais em ter uma “dupla vida”, dividida entre uma rotina burocrática clinicando e, nas horas vagas, a política que amava. Desde então, Medicina e política se confundiriam para ele. Sua vida seria marcada até o fim por uma compreensão mais ampla e social da Medicina, e sua atividade política pela atuação como médico sanitarista e pensador militante nessa área. Os dois campos a partir de então seriam um só. Quanto à sua atividade no partido, Sérgio assumiu funções de maior responsabilidade naquele momento. Após a seqüência de fugas e prisões (afora a perplexidade) que desmantelaram o partido a nível nacional e também em Ribeirão, o PCB foi reorganizado na cidade em 1965, com Sérgio Arouca aos 24 anos incompletos assumindo a função máxima de secretário político do município – certamente um reconhecimento de suas atividades militantes na última década. Nesse momento, a atividade mais importante das forças progressistas na cidade (que teve participação fundamental do PCB e de Sérgio) foi uma grande passeata ocorrida em 1966 contra o regime, que demonstrou o poder de reorganização das forças de esquerda e a retomada de parte de seu poder de fogo acumulado no pré-64. Barbieri oferece uma descrição detalhada do movimento e de seus desdobramentos: “em 66 (...) a gente fez uma assembléia que tinha praticamente toda a escola participando e as outras escolas do lado de fora esperando a decisão da medicina. E a gente fez uma assembléia aonde a gente virou a assembléia e decidimos por uma passeata que ficou famosa aqui e botamos o pessoal na rua, veio inclusive o exército de Pirassununga, de vários lugares. Tomaram a cidade com tanque e cachorro, cavalo e a gente assim mesmo conseguiu, na verdade por causa de uma de nossas estratégias... uma rua pra passeata sair. E aí o povo jogava papel nas ruas e tal e a passeata saiu, o caminho era sair do Centro ali do Pedro II e caminhar até o Paço Municipal, dava uns 500 metros, mas foi um percurso longínquo pra nós. E a decisão nossa era que o Arouca, eu, Normanha... algumas pessoas mais conhecidas não podiam ser presas, mas acabou que um policial a cavalo foi bater num estudante, o Normanha tomou as dores, derrubou um cavaleiro e aí o Normanha foi preso, e ele não podia ser preso. Tiveram 75 pessoas presas e depois nós nos dispersamos, o Arouca e eu começamos a retomar a coisa e o Arouca comandou mais e nós fomos ao hospital das Clínicas velho e nós invadimos o hospital e tomamos o hospital, e botamos o diretor do hospital como refém nosso lá. (...) O diretor do Hospital das Clínicas era o Paulo Romeu, que foi depois vice-reitor da Unicamp, quando o Arouca foi pra lá. E o Paulo Romeu era ligado ao Adhemar de Barros, então por isso que nós conseguimos que o Paulo Romeu intercedesse. E soltaram todos e ficaram 4 presos, um deles era o presidente do Centro Acadêmico, que trabalhou com o Arouca em Campinas que era o Martins (...) e aí soltaram os três e ficou só o Normanha preso, porque era identificado como comunista. E nós ficamos lá até as três da manhã quando o Paulo Romeu conseguiu soltar o Normanha e aí fomos todos embora pra casa. Essa foi a última grande ação que o Arouca participou aqui como estudante”[8].Porém, aquele foi um período extremamente turbulento na trajetória do PCB (cf. PCB em Ribeirão Preto). As divisões no interior do partido acerca do caminho a seguir no enfrentamento do novo regime (se pacífico ou armado, sendo que a segunda opção ainda tinha suas subdivisões, tais como guerrilha urbana ou rural, revolução libertadora nacional ou socialista, etc.). Em Ribeirão Preto, como em todo o estado de São Paulo, a balança começou a pender para os mais “radicais” – enquanto a nível nacional os “moderados” mantiveram a maioria e acabaram afastando os oposicionistas no VI Congresso (1967) e nos anos seguintes. Estes, ao sair do partido acabaram formando diversas organizações guerrilheiras divergentes entre si. Enquanto isso, em Ribeirão setores radicalizados do partido obtiveram a maioria, e fizeram de tudo para prejudicar e afastar do caminho o secretário político Arouca, que se opôs desde o princípio ao caminho armado, seguindo aliás a orientação geral da maioria do Comitê Central do PCB, que desde 1965 vinha se manifestando pela frente ampla para derrotar o regime por meios pacíficos e, de preferência, legais. Porém, o jovem secretário político, apesar de ligado às propostas majoritárias nacionalmente, se mostrou um “soldado do partido” fiel aos princípios do centralismo democrático num partido comunista (respeito e cumprimento das decisões da maioria), num caso extremo (levado adiante por um setor extremado entre os radicais) que extrapolou todos os limites do bom senso: “teve uma manifestação que o Partido resolveu fazer contra uma coisa americana, (...) e o Sérgio Arouca como dirigente máximo, como secretário político era contra a proposta. Ele era contra que se fizesse a manifestação agressiva que estava sendo proposta por um grupo que depois saiu do Partido e fez um grupinho que só funcionou em Ribeirão Preto. Esse grupo conseguiu ganhar a reunião e decidiu-se que tinha que fazer molotov, uma bomba caseira, pra jogar em alguns lugares e a militância que tinha ganho, que não gostava por exemplo do Arouca e de alguns de nós, exigiu... veja que coisa louca de falta de perspectiva histórica! Que o líder máximo do Partido em Ribeirão fosse pra rua e jogasse o molotov no clube social de Ribeirão Preto, que chama Recreativa... Então o Arouca pra dizer que era comunista, ele votou, perdeu e foi lá jogar molotov dentro do clube social... ainda bem que não explodiu... jogar molotov dentro do clube social que também não tinha nada a ver com o que a gente estava fazendo pra mudar esse mundo. Então esse aspecto do Sérgio é que precisa ser percebido: ele viu que aquilo era uma molecagem, que era uma coisa estúpida, que ele poderia acabar sendo preso e nós ainda arriscamos, já que era ele o secretário político, era justamente ele que não poderia ser preso primeiro, tinha que ser preso por último e ele foi lá e fez. Essa é a grande figura singela dele de perceber as coisas e saber resolver com muita tranqüilidade.”[9]Apesar de estar em minoria em Ribeirão Preto e em seu estado, logo as posições de Arouca se confirmariam como as majoritárias do partido, e muitos de seus velhos amigos[10] se afastariam ou seriam expulsos. Ele seguiria sua militância no PCB pelas décadas seguintes – mas não em Ribeirão Preto. No início de 1967 (antes, portanto, da confirmação das posições no interior do PCB), Arouca deu novos rumos à sua vida, mudando-se para Campinas a convite de Zeferino Vaz (mais uma vez os caminhos dos dois se cruzando) com sua namorada Anamaria, tornando-se professor do Departamento de Medicina Preventiva e Social da Universidade de Campinas (UNICAMP) e logo doutorando em Medicina na Faculdade de Ciências Médicas da referida universidade. Ainda faltavam alguns anos para Sérgio Arouca ser reconhecido nacionalmente em seu campo de atividades e na política, mas as bases de sua trajetória já haviam sido dadas pela sua juventude em Ribeirão Preto e pela conjuntura do período: o ideal comunista, a militância no PCB, sua opção pela Medicina (social), sua predileção pelos projetos coletivos (característica de parte de sua geração que Arouca aplicaria a todas as suas atividades a partir dali). Acima de tudo, seu sonho de uma sociedade e de uma Medicina mais justas em linhas gerais já estava gestado, e Arouca tentaria torná-lo realidade até seus últimos dias. (texto produzido por Fabricio Pereira da Silva) [1] Marcos Rondon de Assis (Pingo), entrevista coletiva, fita 3, pág. 2. [2] Marcos Rondon de Assis (Pingo), entrevista coletiva, fita 3, pág. 3. [3] Anamaria Tambelini, entrevista coletiva, fita 1, pág. 12. [4] Maria Aparecida dos Santos (Cidinha), vídeo 6, pág. 3. [5] Antônio Reis Villalobos, vídeo 10, pág. 4. [6] Marco Antônio Barbieri, entrevista coletiva, fita 1, pág. 7. [7] Margarida de Moraes, preliminar do depoimento, pág. 6. [8] Marco Antônio Barbieri, vídeo 1, pág. 5. [9] Marco Antônio Barbieri, depoimento de José Patrocínio dos Santos, vídeo 2, pág. 4. [10] Como o próprio Barbieri (ligado ao grupo de Mariguella), que assumiu o cargo de secretário político em substituição a Arouca mas meses depois seria afastado do partido. |
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